sábado, 21 de janeiro de 2012

“Perda do espaço dentro de uma área de tamanho fixo”






TEXTO:

A cadeira é um objeto que no primeiro momento passa diante dos nossos olhos e não damos conta de sua poética,  enquanto desenho no espaço corriqueiro.  Essa potencia plástica,  ou mesmo poética foi apresentada em muitos momentos e distintamente de certa forma, por Grandes artistas através de grandes obras.
Artistas que representam a cadeira, ora na sua corriqueira presença apenas como objetos, mas tornando-se uma imagem de presença, de existência filosófica e ontológica.
Como a cadeira de Vicent Van Gogh, intitulado: “O quarto do artista em Artes”, 1889; em um quarto vazio, este elemento representa tanto a ausência como a presença existencial.
 Ora, essa mesma cadeira utilitária e estética foi lançada nas ideologias  da escola Bauhaus (1883 – 1969), que defendiam a cadeira como a união dessas duas vertentes da junção entre arte e vida.
De certa forma, essa união entre o utilitário e o estético da cadeira também se encontra na obra de Joseph Kosuth, intitulado: “One and Three Chairs”,  embora o aspecto utilitário e o estético fossem apresentados de forma epistemológica, outro modo filosófico, em que o objeto enquanto matéria discute a sua relação com o seu significado.
A suma é o projeto de Sérgio Nunes, intitulado:  “ Perda do espaço dentro de uma área de tamanho fixo”, onde este objeto é a representação da morte de seu espaço físico, no cotidiano, e mesmo sua função utilitária,  é a perda de sua metade mutilada,  de sua identidade.  É a cadeira pintura – tridimensional,  é o significado,  o significante,  o signo ou um único elemento, que mesmo sendo uma cadeira consegue ser a presença de um conjunto de representações,  de memória e de história poética.


Itala mendonça: 
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