TEXTO:
A cadeira é um objeto que no primeiro momento passa diante dos nossos olhos e não damos conta de sua poética, enquanto desenho no espaço corriqueiro. Essa potencia plástica, ou mesmo poética foi apresentada em muitos momentos e distintamente de certa forma, por Grandes artistas através de grandes obras.
Artistas que representam a cadeira, ora na sua corriqueira presença apenas como objetos, mas tornando-se uma imagem de presença, de existência filosófica e ontológica.
Como a cadeira de Vicent Van Gogh, intitulado: “O quarto do artista em Artes”, 1889; em um quarto vazio, este elemento representa tanto a ausência como a presença existencial.
Ora, essa mesma cadeira utilitária e estética foi lançada nas ideologias da escola Bauhaus (1883 – 1969), que defendiam a cadeira como a união dessas duas vertentes da junção entre arte e vida.
De certa forma, essa união entre o utilitário e o estético da cadeira também se encontra na obra de Joseph Kosuth, intitulado: “One and Three Chairs”, embora o aspecto utilitário e o estético fossem apresentados de forma epistemológica, outro modo filosófico, em que o objeto enquanto matéria discute a sua relação com o seu significado.
A suma é o projeto de Sérgio Nunes, intitulado: “ Perda do espaço dentro de uma área de tamanho fixo”, onde este objeto é a representação da morte de seu espaço físico, no cotidiano, e mesmo sua função utilitária, é a perda de sua metade mutilada, de sua identidade. É a cadeira pintura – tridimensional, é o significado, o significante, o signo ou um único elemento, que mesmo sendo uma cadeira consegue ser a presença de um conjunto de representações, de memória e de história poética.
Itala mendonça:
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